sábado, 10 de julho de 2010

"Ideológicas pegações cachaceicas dos mal-aventurados"




Como é tão diferente a mente de cada um de nós...Nascemos com um mísero pensamento pronto? Ou ele se forma de acordo com as experiências vivenciadas?
O certo eu não sei, nem você nem eu vamos saber tão cedo, ou talvez nunca teremos respostas sobre essas perguntas.
Onde eu quero chegar é em um ponto que se relaciona às perguntas acima, que eu considero bastante complexo.
Como todas as pessoas que já fizeram pelo menos uma leve análise sobre os pensamentos divergentes aqui vai: As ideologias das pegações cachaceicas.
Por que existem pessoas que se identificam com as expressões "ficar", "pegar e não se apegar" ou até mesmo "comer e jogar fora", "descartável"?
Ou por que há pessoas que simplesmente querem se entregar, confiar, amar um só pretendente. Então "Se prender" nos olhos dos "pegadores" acima.
Basicamente presenciamos o florescimento e a ação dessas duas ideologias todos os dias a qualquer momento.
Pessoas que adoram ir para festas. Qual razão? Gente que amam se embebedar. Para que? Criaturas que não preferem compromisso, precisam ficar "livres" e sair beijando, transando a todo custo.
São vários os caminhos que levam a essa mentalidade. Geralmente é pela simples identificação. Eu a descrevo quando a pessoa se espelha em outra que considera muito e acaba "seguindo-a", admirando-a. Exemplificando geralmente quando criança ou até mesmo na fase da adolescência no contato com novas amizades estimulantes de novas experiências e/ou adicional de personalidade. Ou pela obrigação. Que pode ser passageira ou eterna dependendo da pessoa que a experimenta. Um bom exemplo da mesma é o caso de pessoas que são levadas a se "soltarem" por motivos extressantes, e pra elas esse é a única saída. Vocês acham que pessoas que sempre viveram melhor em casa, começarem a sair, se embebedarem e entrarem em decadência por causa dos vícios não tem nenhuma explicação? Pense de novo, essa criatura está com sérios problemas emocionais, familiares ou até mesmo sociais.
Eu particularmente tenho pena de pessoas dionisíacas, adoradoras de festas, álcool e luxúria. São tomadas por vícios e desejos. A vida das mesmas é um poço de merda e mijo, como assim dizia meu avô.
Graças ao santo pai e família conservadora fui ensinado e ser uma pessoa centrada e cultivadora de valores com a vontade de viver são e feliz.
Tentei fumar três vezes, por sorte os olhos se encheram de lágrimas e vermelhidão, engasguei a fumaça junto e me livrei. Tentei beber por mais de seis, e por ultima, o líquido de origem Russa me fez revirar os olhinhos brancos e beirar o coma alcoólico. O que me rende até hoje dor de cabeça pela ânsia de vômito ao sentir o aroma forte e também pelas proibições de minha mãe cada vez que toco no nome "Carlos Vinícius", o branco com boca de preto, responsável do lugar na noite da "Vodkada".
Mas aprendi. Aprendi que não gosto de beber, mas sim sentir sabores agradáveis diferentes do inflamável sem cor nem cheiro. Só fedor. Aprendi que fumar é pior do que qualquer outra cachaça e que me sinto um rato morto a longo prazo ao inalar a fumaça do tinhoso.
Festa? Prefiro sociais. Apreciar uma boa dança em um lugar sério preferencialmente com amigos e conhecidos.
Sexo? Prefiro valorizar meu corpo. Meu aparelho reprodutor também é sagrado e também é exigente em relação à sua irmã cálice.
Aos que são novos, achem logo seu caminho. Sigam na vida decadente ou ingressem na saúde e paz.(Que os dionisíacos julgam como monotonia. Acreditem, monotonia é acordar no outro dia deitado no meio de um líquido com fedor azedo composto geralmente de arroz, feijão, bife, batata frita ou sua refeição passada. Urinado, defecado com desenhos artísticos feitos por canetas porosas e pastas de dente. Com uma baita dor de cabeça e com o mundo todo rodando)
Meus amigos, curtir a vida é viver a sua vida do jeito que acha melhor, se sentindo bem com o ritmo que você faz ela seguir. Jamais confunda "curtir" com vícios festeiros. Lembre sempre. E ao ter a experiência de estar sendo persuadido por um Dionísio, junte os pés ao lado do outro, firme-os, enrugue seu rosto e sorria com um ar sarcástico para o alvo, fure com seu dedo médio(cotoquítico) o nariz e o queixo do filho de aspirante de bordel. Sua recompensa chegará ao ver que menos pessoas irão ser "teleguiadas". Agradeço desde sempre. Abraços.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ouça bem...

Eu posso não ter concordado cem por cento com as palavras desse artista chamado Eduardo Marinho. Mas eu achei ele uma pessoa bastante inteligente. O vídeo é grande, por isso não adianta forçar você a vê-lo se não está com vontade de ouvir críticas da nossa sociedade e refletir com isso. Caso queria abrir um pouco a mente fique a vontade.

domingo, 20 de junho de 2010




Terminando um programa com a síndica do prédio eu iria para a universidade.
Sempre sorrindo muito e era bastante carinhoso com a mesma. Era um bom investimento, e isso sempre me rendeu bastantes
dividendos a cada trabalho, já que a preferência por mim já era garantida.
Ela sabia muito bem disso, e também que eu tinha ela como uma...Enfim, tínhamos mais que um "contrato". E ela me tratava
bem e me dava tudo o que precisava, típico dos relacionamentos duradouros.
Quando acordei pela manhã na cama bagunçada, com lençóis revirados, almofadas e com todos aqueles rastros de uma noite
saciadora para a senhora, e claro, para mim também por tê-la deixado feliz. Vi minha cliente debruçada sobre
o carpete com alguns panos de seda entre seu corpo volumoso e farto de "gostosura". Ela parecia estar exausta. O rosto
límpido, sem preocupações, a senhora muito bem cuidada respirava lentamente com um sorriso na face balbuciando
palavras lindas, versos de amor e poemas românticos relacionados ao meu nome. Tal situação fora bastante irônica.
Já se faziam mais de um ano que eu estava vivendo desse ofício, e na casa dela residia. Já que era carente e viúva a minha
nova velha namorada, e sempre pedia minha companhia, mesmo meu apartamento estando à 5 mentros do dela.
Eu a acordava com carícias no rosto fofo e rechonchudo e avisei que eu já estava a caminho da universidade. Seus olhos se
abriram lentamente... Eu já deveria ter me acostumado, mas aqueles olhos brilhantes a cada manhã não tinham fim e com a
voz sonolenta sussurava o concordar. Levantava e deitava na cama e voltando ao sono.
Praticamente todos sabiam que eu dormia com uma senhora de quarenta e seis anos. Eu já percebia que a relação não era
mais de contratado e contratante e sim de amor. Eu vivia me perguntando o que eu estava fazendo ali, mas nunca tinha
respostas claras.
Ao longo do dia eu sofria muitos preconceitos, vários deles me faziam voltar para casa com um clima e com a alma
extremamente agustiada.
Era aí que eu percebia que cada vez mais essa minha senhora se destacava e me fazia acreditar que tudo estava bem e que
minha vida estava completamente ligada com a dela, e que a nossa separação era futilidade. Ela me fazia deitar sobre as suas
pernas grossas e macias enquanto recebia carinhos na cabeça e ouvia sua voz suave e bela ninando para mim. Era bastante
estranho o modo como ela me tratava e eu não sabia como reagir; então relaxava naquela situação.
Ela então falava sobre sua vida com medo, sempre desconfiada, aos poucos perdendo a timidez depois de ver meu rosto
interessado olhando-a, esperando sempre mais.
Não era a toa que aquela mulher se destacara profissionalmente em seu trabalho de engenheira, e tirava seu tempo extra para
cantar.
Seu marido era bastante rico, também engenheiro, e se juntaram logo quando se conheceram nas suas vidas acadêmicas. Mas as
semelhanças acabavam por aí. Diferente dela, o senhor era arrogante, ganancioso e bastante controlador. Ouvi dizerem que ela
sempre estava sofrendo agressões do mesmo. Era um bruto. Eu já conseguia entender sobre o que ela estava falando quando
quando tentava comparar nós dois. Era sem lógica para ela, já que as diferenças eram berrantes e seus olhos brilhavam sempre
que tocavam no assunto.
Os dias foram passando e eu acabei me apegando muito a ela. Eu a via como A namorada que sempre presente e apoiando
me fazia muito feliz, eu estava realmente vivendo uma vida que muitos queriam e eu agradecia por isso.Ela era uma pessoa
maravilhosa.
Dois anos se passaram, e descobri que minha senhora estava muito mal de saúde. Mas não me falava nada. Vivia com o rosto
triste e sem todo aquele encanto de antes. Eu sempre a via na sacada olhando para o céu no começo da manhã e no fim da
tarde. Em uma dessas tardes ensolaradas de junho, dia onze para ser mais preciso, houve um momento em que eu a flagrei
lagrimando e resmungando sobre a perda de vidas, e conversando com ninguém. Eu não entendia muito bem e logo a chamava
para tirá-la daquela situação e fazê-la sorrir.
No dia seguinte eu saí de casa para ir aos meus estudos e preparar uma surpresa, já que era o dia dos namorados e eu estava
bastante feliz. Passei a manhã inteira fora arrumando, programando e comprando o nosso dia. No término da programação
voltei para casa com o intuito de encontrá-la e desejar aquelas felicidades.
Entrei e saí do elevador assoviando, sorrindo estampadamente enquanto os sapateados mostravam minha ansiedade.
Achei as chaves no bolso, abri a porta vagarosamente para lhe fazer uma pequena surpresa. Fechei-a e andei nas pontas dos
pés para não fazer nenhum ruído e tentar achá-la em algum cômodo da casa.
Eu estranhei tudo, a casa não era tão silênciosa como estava, aquela ausência de som estava me deixando com um
pressentimento péssimo. De repente ouvi tosses e gemidos dolorosos. Rapidamente me aproximei do banheiro, que era de onde
o som estava vindo. Para meu espanto encontrei minha senhora sentada no chão, com a cabeça
abaixada, e descabelada com o rosto totalmente desgastado com marcas de sangue em sua boca ela olhara para mim com
faces felizes e agradecidas. A reação não fora outra. Fiquei horrorizado com a sua imagem e todo aquele sangue espalhado
por todo o banheiro.
Liguei imediatamente para todo tipo de socorro. Então ela me chamou com aquele rosto que sempre fazia quando queria pedir
algo. Com dificulade, levantou os braços, segurou nas minhas mãos como se estivesse pedindo para sentar e movendo os lábios
me suplicava para que eu agisse com pressa. Eu então me aproximei, agachei e olhei bem nos olhos dela, notei que o brilho
parecia estar acabando. Eu a acariciei o rosto e os cabelos enquanto ela chorava silenciosamente.
De repente ela levantou a cabeça e me olhou forte, tocou em minha cabeça, e a troxe para perto dos lábios e balbuciou palavras
chorosas e agradecidas "Sei que desejar feliz dia dos namorados nessa situação não seja tão agradável assim, mas do mesmo
jeito eu quero te dizer que eu nunca tive o que você me deu. Nunca tive o que você, meu jovem, me deu. Principalmente seus
anos de companheirismo, que não sabia se estavam sendo mal aproveitados comigo. Mas agora eu sei, agora eu sei e
compreendo que você esteve comigo porque me amava e me ama. Agora estou partindo com os mesmos anjos que
apresentaram você a mim. Boa jornada a você querido. Agora o que me restou materialmente foi somente esse corpo tomado
pela hemoptise que relevei enquanto tinha tempo para me cuidar. Eu...eu realmente te amo." Então fechara os olhos lentamente.
Meus olhos, mãos e lábios tremiam muito. Meu corpo parecia estar todo contraído como se acorrentassem e apartassem o
mesmo. Eu nunca tinha sentido tantas lagrimas descendo dos meus próprios olhos, eu não as sentia, eu não as controlava.
O que restara de mim foi somente uma criança medrosa no canto do cômodo quando a emergência chegara.
O que tinha começado com um trabalho indígno acabara sendo uma lembrança perfeita e uma situação arrazadora. Aquela
mulher que estava comigo esses anos parecia mais uma menina do que uma senhora.
Feliz dia dos namorados.
Aproveite cada momento, mesmo que seja difícil, tente.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Nada como representar mais o dia dos namorados como canções desse estilo.
É aquela pura simplicidade, inocência, bucolismo que vemos no nosso velho e ideológico Arcadismo.
A relação entre o dia dos namorados com essas características naturalistas é o fato de que as duas precisam ser cultivadas, protegidas e ser amadas.
Então aqui vai a tradução de uma das melhores músicas representantes:



Norah Jones - Somewhere over the rainbow / What a wonderful world

"Algum lugar além do arco-íris
Bem lá no alto
E os sonhos que você sonhou
Uma vez numa canção de ninar
Algum lugar além do arco-íris
Pássaros azuis voam
E os sonhos que você sonhou
Sonhos realmente se tornam realidade
Algum dia eu desejarei sobre uma estrela
Acordar onde as nuvens estejam longe atrás de mim
Onde problemas se derretam como balas de limão
Bem acima do topo da chaminé é onde você me encontrará
Algum lugar além do arco-íris pássaros azuis voam
E os sonhos que você desafia: oh por que eu não posso?

Bem eu vejo árvores de verde e
Rosas vermelhas também
Eu assistirei elas florirem pra mim e pra você
E eu penso comigo mesmo
Que mundo maravilhoso

Bem eu vejo céus de azul e nuvens de branco
E o brilho do dia
Eu gosto do escuro e eu penso comigo mesmo
Que mundo maravilhoso

As cores do arco-íris tão belas no céu
Também estão nos rostos das pessoas passando por ali
Eu vejo amigos se cumprimentando
Dizendo, "como você vai?"
Eles estão realmente dizendo, eu.... eu amo você
Eu ouço bebês chorarem e vejo-os crescerem
Eles aprenderão muito mais
Do que nós sabemos
E eu penso comigo mesmo
Que mundo maravilhoso

Um dia eu desejo sobre uma estrela
Acordar onde as nuvens estejam longe atrás de mim
Onde problemas se derretam como balas de limão
Bem acima do topo da chaminé é onde você me encontrará
Algum lugar além do arco-íris pássaros azuis voam
E os sonhos que você desafia, oh por que eu não posso?"

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Guia para auto conhecimento

Pessoas o tempo inteiro reclamam de não se conhecerem bem. Algumas culpam a si mesmo quando não encontram
respostas para suas perguntas, soluções para seus problemas e ombro para seus prantos. Se perguntam a razão de não
se conhecerem.
Algumas criaturas têm tantos problemas que não sabem nem por onde começar. Eles se sub-dividem em sociais, familiares,
financeiros, pessoais e amorosos. E ao contrário do que muitas pensam, eles têm uma forte relação com o conhecimento
do seu eu-interior.
Já percebeu que de vez em quando encontramos pessoas indecisas, desnorteadas e sem opinião própria?
Não querendo sub-julgar pessoas assim, mas temos que conviver com esses tipos de mente. E cabe a nós mostrá-los
que o conhecimento de si é importante. O aprofundamento da pessoa dentro dela mesma é de extrema importância para
tornar a vida de todos melhor.
Quer saber porquê? Aqui vão exemplos: Quando encontramos uma pessoa legal; nos apaixonamos, e passamos a amar
essa pessoa que por sinal não mostra mais que uma superficidade de seus sentimentos e de si. Vive em dúvida sobre algo,
insegura ou até mesmo jogando a culpa em nós, que sabemos muito bem nos administrar; e podem até nos trocar por outra
pessoa.
Ou quando nos deparamos com as mesmas na nossa vida profissional, familiar etc. Enfim, elas nos dão um trabalho em
tanto. Elas não sabem o que querem ao certo, são despresíveis em relação a sabedoria. Mas vejam bem, estamos falando
das que não têm ideia de nada, retirem do assunto as que parecem ser indecisas pelo fato de serem cautelosas.
Proponho um pequeno guia para conhecimento próprio, talvez lhe ajude a encontrar a sua resolução dos problemas, partindo
da base, da "raiz" que é você.
Para quem ainda não se conheceu aqui vão umas dicas. Mas vai precisar de paciência e muita força de vontade para se
encontrar.
Guarde um tempo só para você, em um lugar que a deixe bem a vontade e propenso a pensar sobre o assunto, e sozinho.
1º - Escreva(o que torna mais fácil) em um papel o que gosta. Depois o que não gosta. Não importa o tamanho que vai dar,
o que importa é lembrar de detalhes comuns em você e nos detalhes que você se esquece, já que cada detalhe seu é uma
parte sua.
Pense, reflita, alcance o apogeu de seu auto-conhecimento. O encontro com sigo mesma pode durar dias, semanas, meses,
anos. Não tenha pressa, só procure saber quem é você.
Depois de tudo isso você vai ter que guardar esses papéis sobre você em algum lugar visível, que faça você ler, relembrar e
guardar consigo você mesma. E sempre que lembrar de mais um detalhe seu corra para o papel e anote.
2º - Pense sobre tudo o que escreveu, se aprofunde em si. Você já tem o mapa, o que lhe resta é seguir o caminho para
encontrar o que tanto procura. A idéia aqui é pensar sobre quem você é. Sempre visando os pontos fracos e pontos fortes.
3º - Aja. Não vale ficar deitado olhando para o teto idealizando. Aqui é a parte mais difícil(ou não, para alguns). Você deverá
agir, saia pelas ruas, converse, entretenha. Faça tudo o que já fez e o que ainda não fez. A diferença? É que agora você
sabe do que tem de bom em você. Mas esqueça os pontos positivos, as pessoas vão lhe lembrar mais tarde deles pra você.
E concentre nos negativos. É neles que você deverá manter atenção. Quando nós seres humanos ficamos cientes dos nossos
defeitos, acabamor por viver bem com eles. O objetivo é saber quais são eles, viver em harmonia e os controlar.
4º - Só para memorizar: Quando mais você pratica, mais vai se tornando um hábito. E nada melhor do que ter o hábito de
fazer o bem.
QUADROS, João.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Conheceram The Blazing Mucura

Garotos olhavam
Melodia e voz afinados
Garotas com lágrimas nos olhos aclamavam

Olhos para nós se tornavam atirados
Fotos tiravam
No outro dia vi e ouvi alguns desesperados

Olhares diferentes me destacavam
Perguntando-me sobre os maiores espiados
Eram eu e meu amigo
Sendo valorizados

Causando no inimigo
Iniciando reinado
A raiva de ter sido entretido
Iniciando a sublime aura do sobre-julgado.
QUADROS, João.

terça-feira, 2 de março de 2010

Materialismo, você tem resquícios?

Dinheiro? Vida material? Materialismo? Consumismo?
Posso dizer que tudo faz parte de ideologias.
Já vi tanta gente por aí, como ricos, que gostam de gastar. Usam roupas caras, óculos, sapatos, viagens, enfim, vida boa.
A preocupação deles? Somente com a imagem e com "besteirinhas" da vida. Que depois de algum tempo essas "besteiras" passam a tomar conta da mente deles se tornando coisas BEM importantes. Afinal de contas, eles não têm coisa mais importante para fazer como: "MEL DELSS, Eu não comprei minha bolsa/óculos!!! Vou morrer!"(isso lá é razão pra ocupar a mente de um ser-humano?). Pelo amor de Deus; Pessoas assim não têm preocupações como "Meu Deus, quando vou ter o que eu quero na vida? Tenho que 'ralar' muito pra conseguir! Então vamos lá! Preciso fazer isso."
Coisas totalmente diferentes, vocês notaram?! O modo de "criação", crescimento e influências que agem na pessoa. Uma coisa básica que esses dois exemplos têm em comum é o pensamento materialista.(existem outros tipos que são movidos por outras ideologias, mas agora se trata somente do materialismo)
Posso confessar a vocês que até uma certa idade eu era guiado por minha responsável. Apesar dela ser idosa, me ensinou várias coisas. Uma delas foi como me vestir. Os tempos são bem diferentes, e ela fazia de mim um modelo antiquado. Eu fui "abaixando a cabeça" anos e anos em relação a isso; afinal de contas, eu era "pirralho" e não sabia o que era estilo.
O tempo foi passando, e em pouco tempo eu "acordei". Vasculhei minha mente procurando respostas sobre mim, do que eu gostava, do que não gostava, enfim, me conheci. Valeram horas, dias, meses, anos para que eu descobrisse meu estilo próprio.
Hoje eu ainda procuro por vestimentas(essa indústria não acaba) que me façam ficar bem. Minha senhora se assustou com a rápida construção estrutural de minha pessoa. E chega a me criticar várias e várias vezes pelo meu materialismo. Ela viveu com o tempo dela, e não poderá mais me controlar em relação a isso. Acho que ela se sentia bem em me ver como ela queria.
Pois bem, e você? Qual seu grau de materialismo? Necessita comprar seus óculos? Suas vestimentas? Seus cremes? Sua vida?
Eu garanto que nós, materialistas, obviamente somos tão ligados a isso do que qualquer outro.
São pensamentos como:"Cara, que roupa legal! E se fosse com a cor 'X', iria ficar bem mais minha cara. E aquele óculos?! Nossa, que lindo! Que sapato! Que acessório!". E após toda essa cerimônia nossas mentes são tomadas por grandes ondas de desejo, criatividade e misturas de sentidos. Parece até que temos um manequim 3D em nossas mentes, e ao pensar, você passa a ver seu modelo vestindo tantas coisas que você passa a ficar louco para comprar o(s) objeto(s) vistos anteriormente.
Somos loucos, eu ratifco. precisamos de dinheiro, precisamos de "cash" para nos sustentar. Adoramos nos vestir, exibir, ou até mesmo para se sentir bem não é verdade? E que também nossa mania também é fruto de nossa vaidade.
Outra coisa que quero deixar bem claro é que existem sub-divisões do materialista. Aqui os cito em escala de 1 à 10, sendo 10 o mais.
1-materialista sem preocupação = Ele gosta de usar roupas, compra, e sai usando.(não se preocupa com estilo algum, combinações etc. Esse é louco, fica taxado como sem senso)
2 ao 4 - Materialista mais "ligado" = Praticamente o mesmo que o 1, só que com algumas faíscas de noções básicas.
5 ao 7 - Materialista situado = Sabe das cores, sabe dos estilos, sabe de praticamente tudo o que precisa saber. Mas ainda não formou o seu próprio
8 ao 10 - Materialista(nato) = Sabe o que quer, o que lhe faz bem, tem a aparência boa, e tem estilo. O próprio.
P.s: Não precisa se vestir como um "riquinho" para parecer estiloso, basta seguir o que sua mente manda. E também não vale tirar "sarro" da cara do cara que anda todo "jogado", aquele é um estilo, e é o dele.
Abraços, João.